segunda-feira, 27 de outubro de 2014

*Tempestade...


***O céu estava lindo, em um tom azul claro surpreendentemente puro, nenhuma nuvem, nem nada que obstruisse a visão. Depois de um tempo observando aquele azul incrivel a claridade fez meus olhos vacilarem, fazendo aparecer, na frente do azul, alguns circulos luminosos, tentei não desviar os olhos nem por um segundo, mas os circulos tomaram conta de tudo  e as imagens do céu desapareceu, me fazendo desviar o olhar para um ponto mais escuro. Quando retorno os ao céu, não está mais azul, as nuvens, em alguns segundos, invadiram o espaço e fizeram tudo cinza, um ciza claro, isso só fez deixar minha visão mais incrivel ainda. Sempre gostei do céu fechado, triste, se preparando para verter lágrimas doce, o céu azul acalmava minha vontade de chover, mas o céu daquele jeito me fazia querer chover, aquela cena refletia uma parte de mim que ninguém podia ver e era aquilo que eu amava naquele céu. as nuvens estavam sobrepostas em tons e densidade deixando tudo ainda mais "sensual". de repente desviei meu pensamentos, sem desviar meus olhos, e me vi pensando na vontade de chover que me invadia cada vez mais, afastei esses pensamentos para continuar o bservando o espataculo natural, um dos poucor que me era permitido ob servar na cidade, em meio aos prédios e a poluição. O cinza claro foi sendo substituido gradativamente por um tom chumbo, deixando um manto de nunvens espesso, tanto que não se via se eram nuvens ou se o céu teria mudado de cor. Meus pensamentos voaram para longe novamente, era como se o céu se compadecesse a mim, aos meus chuviscos, a minha precipitação que estava prestes a acontecer, quando eu menos esperei meus pensamentos foram interrompidos por um clarão, uma luz branca que cortou o céu de cima  a baixo, aquilo era fascinante, o modo como eu me sentia parte daquiloo de uma forma que nunca fui de nada, afinal, nunca me senti parte de alguma coisa, mas aquilo era como se o céu, o tempo, se moldasse para que eu me encaixasse, mais uma vez tive os pensamentos interrompidos, pelo mesmo clarão, dessa vez acompanhado pr um estrondo, que mais parecia um soluço que antecedia um choro ou uma chuva. Se eu não saisse dali as lagrimas vertidas pelas nuvens iriam se misturar com a minha chuva, não importaria,  não era egoista muito menos ingrata para deixar que o céu, que havia se compadecido de mim, vertesse suas lagrimas sozinho, ofereci meu ombro e então aconteceu, goticulas de lagrimas romperam a barreira chumbo e tocaram minha pele ao mesmo tempo eu chovi e minha visão se turvou, não sei se por conta da agua que saia ou da que caia sobre mim. O céu não se sentiu satisfeito e nem eu, desse modo as goticulas que antes eram apenas chuviscos aumentaram de intensidade tão em mim quanto no céu, os lampeijos de luz continuavam cortando o céu e os soluços se tornavam mais fortes e constantes até chegar ao ponto que meus soluços se misturavam com os da nuvem, no mando cinza não parava de sair lágrimas, e do meu peito saia uma chuva tanto intensa que pensei que tinha até trocado de lugar com o tempo, eu chovi, tão forte que parecia mais uma tempestade.



by: Bruna Marques ♥

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