terça-feira, 27 de maio de 2014

*Perdida...

***De repente me vi ali, parada, perdida, sem um rumo, sem um caminho pra seguir. Não me pergunte como cheguei naquele lugar, naquele deserto,  naquele labirinto sem saida, mas sentia que estava bem no meio de seja lá onde, sozinha. Mas na verdade nem era tão ruim assim, meus pés sentiam o chao embora eu não soubesse ao certo em que chão estava, o vento tocava meu rosto suavemente, e levavam as mechas soltas do meu cabelo para tras, mas era agoniante mesmo assim, mesmo com essas sensações boas, me sentia cega, via pouco, quase nada, apenas uma imagem vultuada e um corredor que eu não sabia pra onde iria dar.
***Na minha mente nada estava claro, eu sentia que sabia como sair dalí, mas eu não entendia como, lembranças vinham me assombrar durante a noite, e como se já não fosse ruim o bastante me perder em meio a um labirinto desertico, ainda não conseguia dormir durante a noite, muitas vozes na... ah! aquelas vozes, vozes macias, gostosas de serem ouvidas, mas por algum motivo me atormentavam, e eu simplesmente queria que elas fossem embora, de quem seriam aquelas vozes, comecei a me perguntar se eu estava realmente sozinha, cheguei até a procurar pessoas, qualquer ser que emitisse algum som, mas  não achei, sim estava sozinha! Ou alí não se propagava o som, o eco não havia, por mais alto que eu gritasse, era sempre em vão, era sempre um grito mo silencio. Parei de gritar!
***Mas meu silencio era alto de mais, e também não me deixava dormir, aliás, meu silênco era oque mais me incomodava, ele queria sair, era um silêncio que queria ser libertado, mas de que adantaria eu o libertar? Não tinha nin gue ali pra ouvir. Ah! Mas e aquelas vozes? Voltavam todos os dias pra me perturbar o sono, e aquelas cenas, todas desconectadas, eu sequer podia entender doque se tratava, de quem eram, mas ainda assim as vozes eram oque mais me intrigavam, eram macias, eram boas, caramba, eram boas, e mesmo assim eu queria que fossem em bora, elas me machucavam, sim, também não entendia, como vozes machucam? São apenas vozes, certo? Talvez não, talvez esteja errado, na verdade talvez tudo esteja errado, talvez eu se quer estivesse perdida, talvez eu tinha me achado, talvez eu andei perdida até ali, mas sera... NÃO, não faz sentido algum, viu só, aquelas vozes estavam começando a me deixar maluca. Eu queria ouvi-las mais um pouco, mas pedia que fossem embora.
***De verdade? Você não faz ideia doque é ouvir vozes que se quer sabe oque dizem. E eu só queria que elas me dissessem algo, afinal eram minha unica compania, eu queria saber onde eu estava, eu queria saber como sair dali, era solitário de mais, mas a brisa ainda era unica, aquele chão sobre os meus pés, aquela coisa que a brisa tinha com os meus cabelos, aqueilo era unico, era bom e me fazia querer ficar mais um pouco, mas a noite, quando as vozes não me deixavam dormir, quando meu silencio ficava mais alto que qualquer outra coisa, que eu pudesse ouvir, era nessa hora que eu queria voltar, voltar pra minha casa, afinal Onde eu estava?



by: Bruna Marques ♥

Nenhum comentário:

Postar um comentário